Site para psiquiatra: o que não pode faltar (guia completo)

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Site para psiquiatra: o que não pode faltar (guia completo)

O paciente de psiquiatria chega ao seu site diferente de qualquer outro. Ele pesquisou sozinho, provavelmente de madrugada, provavelmente na aba anônima. Levou meses até digitar a busca. Já teve o dedo sobre o botão de agendar e fechou a aba pelo menos uma vez.

Esse paciente não está comparando preço — está decidindo se consegue. E o que faz a diferença entre a aba fechada e a consulta marcada quase nunca é a lista de títulos: é o site conseguir responder, sem que ele precise perguntar, três coisas que ele não vai ter coragem de perguntar por telefone. O que acontece na primeira consulta? Isso é sigiloso? Vou sair de lá medicado?

Este guia lista o que um site de psiquiatra precisa ter para diminuir essa distância — dentro das regras do CFM.

O que não pode faltar no seu site

1. Identificação com nome, CRM e RQE

Nome completo, número do CRM com o estado, a palavra MÉDICO e a especialidade seguida do RQE. É o art. 4º da Resolução CFM nº 2.336/2023, exigido em toda peça de publicidade médica, e o art. 6º manda que esses dados estejam na página principal do perfil quando o canal é rede social.

Na psiquiatria isso tem peso extra. O campo da saúde mental é povoado por profissionais de formações diferentes — psicólogos, terapeutas, coaches, “mentores”. Deixar explícito que você é médico, com CRM e RQE em Psiquiatria, é informação clínica relevante para quem procura: só o médico prescreve.

Dra. Beatriz Nogueira — MÉDICA — CRM-RJ 54.321 — Psiquiatria — RQE 8765

Se você tem pós-graduação em outra área e quer divulgá-la, ela vem seguida de NÃO ESPECIALISTA, em caixa alta (art. 13, §1º, d e e). E o limite de divulgação é de duas especialidades, mais as áreas de atuação relacionadas (alínea f).

2. Sigilo dito com todas as letras

Nenhuma outra especialidade precisa tanto disso, e quase nenhum site de psiquiatra faz.

O paciente quer saber: quem atende o telefone, se o nome dele aparece em algum lugar, se a sala tem isolamento acústico, se o prontuário é digital e como é protegido, se alguém da família pode ser informado. Escreva. Uma seção curta chamada “Sigilo e privacidade” responde a objeção que trava o agendamento — e é conteúdo informativo, não promessa: não esbarra em nenhuma vedação do art. 11.

3. A primeira consulta, explicada passo a passo

O medo mais comum não é do tratamento; é do desconhecido. “Vou ter que contar tudo?”, “quanto tempo dura?”, “vou sair com receita?”.

Descreva: duração, o que costuma ser conversado, se há aplicação de escalas, se você pede exames, como funciona o retorno, em quanto tempo costuma haver reavaliação. Isso é expressamente permitido pelo art. 9º, IV, que autoriza informar a forma de marcação, horários e a dinâmica de funcionamento do consultório.

O limite está no art. 11, XII: descrever o processo é informação; prometer o desfecho é infração. “Você vai voltar a dormir bem” insinua resultado. “Na primeira consulta avaliamos o padrão de sono e as possibilidades de tratamento” informa.

4. Abordagem e escopo, sem jargão

Diga o que você atende e como pensa o tratamento: quadros com que mais trabalha (ansiedade, depressão, TDAH no adulto, transtorno bipolar, uso de substâncias), se trabalha com psicoterapia integrada ou em conjunto com psicólogo, sua posição sobre medicação — que costuma ser exatamente o que o paciente está tentando descobrir antes de agendar.

Dois cuidados. O art. 11, VII veda divulgar método ou técnica não reconhecido pelo CFM — abordagens fora do reconhecimento formal não entram como oferta. E o art. 11, IX veda atribuir capacidade privilegiada a técnicas, “mesmo que seja o único a fazê-la”: “protocolo próprio” e “método exclusivo” ficam de fora, mesmo quando verdadeiros.

5. Teleconsulta com escopo honesto

A psiquiatria é a especialidade em que o atendimento online mais cresceu, e por bons motivos: reduz a barreira do deslocamento, protege a privacidade de quem não quer ser visto entrando num consultório e amplia o alcance para além da cidade.

Divulgar isso é permitido — teleconsulta feita nos termos da Resolução CFM nº 2.314/2022 é ato médico regular, e informar modalidade, horários, valor e formas de pagamento está coberto pelos incisos IV, V, VI e VIII do art. 9º.

Duas atenções específicas. A primeira é de nomenclatura: se é atendimento médico, chame de consulta ou teleconsulta. O art. 11, XI veda oferecer “consultoria” a pacientes como substituição da consulta, ressalvado o que a resolução de telemedicina regulamenta — e é justamente na saúde mental que proliferam as “mentorias” e “orientações” que fazem o trabalho da consulta sem o regime dela. A segunda é de escopo: diga o que a modalidade online resolve e em que situações você indica atendimento presencial. Dizer o limite aumenta a confiança em vez de diminuir. Detalhamos no artigo sobre telemedicina e publicidade.

6. Agendamento discreto

Botão de WhatsApp e telefone clicáveis, formulário curto, e — o detalhe que importa nesta especialidade — nenhum campo desnecessário. Pedir “descreva seu caso” num formulário de primeiro contato faz muita gente desistir ali.

Se você usa confirmação automática por mensagem, diga qual o texto que chega e de que número, para não haver surpresa. E informe se atende urgência e a quem recorrer fora do horário; num site de psiquiatria, essa é uma informação de segurança, não de marketing.

7. Conteúdo educativo — com o cuidado do art. 11

A busca da psiquiatria é de sintoma e de dúvida: “diferença entre ansiedade e crise de pânico”, “antidepressivo vicia”, “quando procurar um psiquiatra”, “TDAH em adulto tem diagnóstico”.

Responder isso é o que faz você aparecer para quem ainda não decidiu procurar ajuda, e é conteúdo amparado pelo art. 14, I, que permite material direcionado à população sobre doenças e procedimentos, inclusive descrevendo sinais e sintomas que recomendem avaliação médica.

O cuidado é maior aqui do que em qualquer outra especialidade. O art. 11, XVI veda o sensacionalismo, e o §2º, e define como tal a informação que possa causar “intranquilidade, insegurança, pânico ou medo” — mesmo para fatos conhecidos. Em saúde mental, a linha entre alertar e assustar é fina e o dano do lado errado é real. E o art. 14, II, e proíbe o uso de imagem que identifique paciente: relato de caso, ainda que anonimizado no nome, precisa ser irreconhecível também no contexto.

8. Velocidade e dados estruturados

Velocidade: a maior parte dos acessos acontece no celular, com frequência tarde da noite e em rede instável. Site que demora a mostrar o conteúdo principal perde a visita — e nesta especialidade a segunda chance costuma demorar semanas.

Dados estruturados: especialidade, endereço, horários, modalidade de atendimento e perguntas frequentes publicados em formato que buscadores e assistentes de IA leem. É o que faz sua informação aparecer no painel do Google e nas respostas do ChatGPT para quem pergunta por um psiquiatra na sua cidade — ou por teleconsulta, onde a busca é nacional.

Erros comuns em sites de psiquiatras

Tom institucional e frio. Layout de escritório de advocacia, foto de banco de imagens com pessoa olhando pela janela, texto na terceira pessoa. O paciente está avaliando se consegue falar com você. Escreva como quem recebe alguém.

Prometer bem-estar. “Reencontre sua felicidade”, “supere a ansiedade de vez”, “volte a viver”. É a violação mais comum do art. 11, XII em sites da especialidade, e a mais fácil de escrever sem perceber, porque é o vocabulário natural do tema.

Depoimento de paciente. A tentação existe, e o risco é maior aqui do que em qualquer lugar: publicar ou repostar depoimento em psiquiatria expõe condição de saúde mental de uma pessoa identificável. Pelo art. 8º, §3º, o que você reposta vira publicação sua; pelo art. 14, II, g, depoimentos precisam ser sóbrios, sem adjetivo de superioridade nem indução de promessa. Na prática, a recomendação é simples: não use.

Lista de transtornos sem contexto. Página com 30 diagnósticos em bullet parece abrangência e transmite despersonalização. Poucos quadros, bem explicados, convertem mais.

Só o currículo. Formação importa, mas não é o que trava o agendamento. O currículo responde “ela é qualificada?”; o paciente está perguntando “eu vou conseguir?”.

Seu site, seu paciente

Na psiquiatria, o site não é vitrine — é a primeira sala de espera. É onde a pessoa decide, sozinha e sem pressão, se dá o próximo passo. Cada dúvida respondida ali é uma barreira a menos entre ela e o tratamento.

A Tenko Sites gera esse site em cerca de 10 minutos, a partir de uma conversa, com o validador CFM 2.336 rodando em cada texto antes de publicar e com a estrutura que faz você aparecer nas buscas do Google e nas recomendações dos assistentes de IA.


Este artigo faz parte do hub Site para médico por especialidade. Sobre as regras de publicidade citadas aqui, veja o guia da CFM 2.336/2023.

Aviso: as citações da Resolução CFM nº 2.336/2023 são educativas e não substituem a leitura da norma nem a consulta à Codame do seu CRM (art. 13, V). Quem escreve e como conferimos as citações: política editorial.

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